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Como as DST mais comuns podem afetar a fertilidade

January 30, 2018

 

A falta de prevenção no início da vida sexual é tema recorrente no período das festas de verão. De acordo com a última Pesquisa de Comportamentos e Atitudes e Práticas do Ministério de Saúde, apenas 56,6% dos jovens de 15 a 24 anos usam camisinha com parceiros eventuais.

 

Além da possível gravidez não planejada, a falta de prevenção aumenta o risco de propagação das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), responsáveis por 25% das causas de infertilidade, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

 

Na mulher, elas costumam afetar a tuba uterina, que é o caminho percorrido pelos espermatozoides para fecundar o óvulo. Já no homem as DST podem afetar a uretra (canal da urina), próstata ou epidídimo (local onde ocorre o amadurecimento dos espermatozoides). Com isso a qualidade do sêmen fica comprometida.

 

Elas são frequentemente doenças silenciosas, ou seja, sem sintomas. Quanto mais tempo ela permanece oculta, maior será o dano. Porém, caso uma pessoa já tenha contraído uma DST e tenha identificado problemas de fertilidade, é possível recorrer a métodos de reprodução assistida para que ela possa ter filhos.

 

Saiba como algumas das DST mais comuns podem afetar a fertilidade: 

 

HPV:

O Papilomavírus humano (HPV) é um DNA-vírus do grupo papovavírus, com mais de 100 tipos reconhecidos atualmente, 20 dos quais podem infectar o trato genital. Todas as mulheres que tiveram câncer no colo do útero tinham HPV, apesar de isso não significar que quem tem HPV irá desenvolver a doença. 

 

Sintomas:

A maioria das infecções são assintomáticas ou não aparentes. Outras podem apresentar-se sob a forma de lesões chamadas de condilomas acuminados, que são as verrugas genitais ou "cristas de galo". 

 

Risco reprodutivo: 

A infecção viral do trato reprodutivo pode alterar a anatomia e fisiológica dos órgãos sexuais da mulher. No homem, a infecção viral das células germinativas pode resultar em alterações da função testicular, o que representa um sério risco para a fertilidade e na possível transmissão de mutações induzidas pelo vírus aos filhos. 

 

Sífilis:

DST causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária). 

 

Sintomas: 

A primeira manifestação da sífilis adquirida é o cancro duro, pequenas lesões avermelhadas nos órgãos genitais que acabam desaparecendo após 4 ou 5 semanas. A ferida, geralmente única, não dói, não coça, não arde e não tem pus. A segunda fase surge cerca de 6 a 8 semanas depois do desaparecimento das lesões iniciais, com o aparecimento de machucados espalhadas na pele e nos órgãos internos do corpo. A terceira fase aparece com sintomas mais graves, apenas nos pacientes que não conseguiram combater a doença. 

 

Risco reprodutivo: 

A sífilis produz perda de gravidez, por meio de aborto espontâneo e parto prematuro. A bactéria tem a capacidade de atravessar a barreira placentária, infectando o feto. Quando isso acontece, o bebê adquire a chamada sífilis congênita, podendo desenvolver problemas como malformações cerebrais.

 

Tricomoníase:

É uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis (protozoário flagelado), tendo como reservatório o colo uterino, a vagina e a uretra. Sua principal forma de transmissão é a sexual. 

 

Sintomas: 

Na mulher, pode acometer a vulva, a vagina e o colo uterino, causando cervicovaginite (inflamação do colo e vagina). Excepcionalmente provoca corrimento uretral masculino. Suas características clínicas mais comuns são: corrimento abundante, amarelado ou amarelo esverdeado com coceira e ou irritação vulvar.

 

Risco reprodutivo: 

Na mulher, em alguns casos, a doença pode enfraquecer a defesa do colo do útero, que normalmente fornece proteção contra outras infecções e levar à infertilidade.  

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