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Síndrome dos Ovários Policísticos dificulta a gravidez

June 6, 2018

 

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 15% dos casais são estéreis. Entre as causas que podem dificultar as tentativas de gravidez estão as condições que interferem no ciclo de ovulação da mulher, como a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A boa notícia é que existem diversas opções de tratamentos de reprodução que podem auxiliar nesse caso.

 

A SOP pode levar à anovulação crônica, isto é, a falta de ovulação por um período prolongado. Nesse caso, a mulher que tem um número anual de ovulações bem inferior ao de uma paciente considerada normal, ou seja, abaixo de 10 a 12 tem mais dificuldade em obter uma gestação espontânea.

 

É possível restaurar os ciclos ovulatórios e tentar reverter o quadro da Síndrome dos Ovários Policísticos por meio de tratamento. O sucesso do processo vai de acordo com cada caso, considerando fatores ligados à fertilidade do casal, como idade, qualidade do sêmen, entre outras. Para um casal de até 35 anos que não tenha outra condição de infertilidade, indicamos a indução de ovulação por meio de medicação em até seis ciclos, com coito programado. Caso não tenham êxito, podem passar para a inseminação intrauterina. Em último caso entramos com as técnicas assistidas de reprodução, como é o caso da fertilização in vitro.

 

Como saber se eu tenho SOP?

 

Fique de olho no conjunto de sinais e sintomas necessários para um paciente ser diagnosticado com a Síndrome dos Ovários Policísticos:

 

• Menstruação irregular ou ausente;
• Sinais de excesso de hormônios androgênios, como aumento dos pelos, presença de pelos em locais típicos do sexo masculino, queda de cabelos e calvície temporal, acne ou níveis aumentados de testosterona;
• Confirmação de ovários micropolicísticos por meio de imagem do ultrassom.

 

Para uma paciente ser diagnosticado com a SOP, ela deve apresentar ao menos dois dos três critérios acima. Porém, a obesidade também é considerada um fator de risco e está presente em pelo menos 60-70% da população portadora da Síndrome. 

 

O tratamento deve sempre estar baseado no controle do peso e da glicose além da resistência insulínica. Além disso, devem ser afastadas condições que possam simular essa síndrome, ou seja, tenham sintomas parecidos, como alterações de prolactina, hipotireoidismo, síndrome de Cushing e hiperplasia adrenal congênita.

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