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A influência do cigarro na infertilidade

August 20, 2018

 

O tabaco é a principal droga lícita mais consumida na atualidade. Estima-se que até 50% dos homens e quase 1/3 das mulheres, em idade reprodutiva, façam seu uso.

 

O cigarro com seus diversos compostos, entre os quais se destacam a nicotina e o monóxido de carbono, tem a capacidade de se ligar a receptores específicos nas células e promover um fenômeno chamado de atresia, ou perda da função e morte desta célula. Assim nas células germinativas, como o óvulo e/ou o espermatozoide, existe uma acentuada queda na sua qualidade e diminuição do número, o que especialmente para as mulheres pode ter um enorme impacto na capacidade reprodutiva.

 

Estudos revelam a queda do potencial e no número dos óvulos. Pesquisadores já mostraram que em fetos abortados do sexo feminino, em grávidas fumantes, o número de óvulos formados era menor se comparado a grávidas não fumantes. Nas mulheres em idade reprodutiva, a quantidade de hormônio necessário para estimular a ovulação é maior nas fumantes se comparado às não fumantes e as taxas de fertilização e crescimento dos embriões em laboratório são piores.

 

Em geral, tendem a entrar na menopausa cerca de dois anos antes. Nos homens, estes estudos não são tão conclusivos, mas convém ressaltar que a produção de espermatozóides é muito maior do que o mínimo necessário.

 

TABACO x GESTAÇÃO:

 

Além da ação da reação oxidativa nas células, a nicotina produz uma contração na musculatura das artérias, acarretando diminuição do fluxo sanguíneo. Os bebês de grávidas fumantes tendem a apresentar menor peso e piores condições respiratórias ao nascimento. Hipertensão arterial e descolamento prematuro da placenta podem ser outras complicações também.

 

TABACO X SAÚDE DO BEBÊ:

 

Em função da menor oxigenação ao longo da gravidez, o coração do bebê tende a apresentar ritmos mais acelerados, o que desgasta a atividade cardíaca, aumenta a prematuridade em função da ação nociva do tabaco e podem existir defeitos de formação. Há também maior risco de óbito fetal intra-útero.

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